Gordofobia oculta

Gordofobia oculta

Top model plus size diz: “‘Gorda’ não é ofensa”

Talvez você já tenha ouvido falar de Fluvia Lacerda. Ela é uma das modelos brasileiras mais famosas da atualidade. Já fez vários trabalhos para o setor plus size internacional — incluindo uma capa para a Vogue Itália. Pode parecer irônico, mas a modelo brasileira não faz muito sucesso no Brasil, mas é muito requisitada no exterior.

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Achei muito interessante uma declaração que ela fez que, inclusive, virou notícia. Flavia apontou que a palavra “gorda” não deveria ter uma conotação pejorativa, e que termos como “curvilínea” e “gordinha” só dão continuidade à gordofobia. “Crescemos aprendendo que a palavra ‘gorda’ é um xingamento”, disse. “Para algumas mulheres, ser chamada de gorda é pior do que ser classificada como incompetente ou irresponsável. Não vejo nada de ofensivo nessa palavra”. Não é a primeira vez que a modelo aponta essa mentalidade negativa em torno da palavra. No começo deste ano, ela declarou assim ao Estadão: “Existe uma lavagem cerebral para transformar a palavra ‘gorda’ em palavrão”. A modelo ainda disse que o Brasil ainda tem muito o que caminhar no combate à gordofobia,

Você concorda com o pensamento da Flúvia Lacerda?

por Emanuelle Sales

5 Comentários

  1. Karen

    Muito boa a abordagem, as pessoas sofrem muito quando são menorizadas.
    Emanuelle gosto muito da moda Vintage, poderia fazer um post sobre isso, o que nós poderíamos usar de uma maneira bonita e discreta.

    3 de agosto de 2017 @ 9:44
  2. SUSI N FERNANDES

    Ela está corretíssima!

    Já estive 17 kg mais gorda, chegando a pesar 63 kg – parece pouco, né?!, mas pra quem pesava apenas 46 kg, com 1,63 m de altura, fez uma diferença tremenda (além do inchaço – por causa de remédios com corticóides).
    Ouvi muitas pessoas usarem a palavra “gorda” com a intenção de me ofender. Dessa forma me incomodava. Mas, quando essa mesma palavra era usada de forma natural, sem deboches, eu não me importava.
    A mesma palavra, dita de maneiras distintas: uma fere… a outra, engrandece (fiquei uma gorda bonita).
    Perdi os 17 quilinhos a mais… E agora, é a “magra” que me “persegue”.
    Da mesma forma, não me incomoda.
    Só sinto as pessoas usarem essas palavras como meio de ofender os outros.

    9 de agosto de 2017 @ 22:31
  3. Karina Santos Vit

    Já fui gordinha hoje sou magra até, escolhi ser assim porque gosto de ser assim e não por que a sociedade impoe, devemos ser como queremos e não como a midia diz que devemos, adorei a materia é bom ver pessoas que se aceitam da forma que são .. Deus quer que nos valorizamos

    14 de outubro de 2017 @ 15:58
  4. Ana Michaela

    Concordo com Flúvia, gorda não é ou não deveria ser uma palavra ofensiva,mas se torna quando é utilizada para xingar ou zoar de alguém.Mas o Brasil é o país das futilidades e das aparências, seguindo um modelito sempre importado.Ainda acredita na estética magérrima mórbida.

    5 de fevereiro de 2018 @ 9:53
  5. Eloá Galvão

    Desde cedo as crianças crescem tendo elogios em maioria relacionados a aparência. Acredito que não seja errado elogiar uma criança como “linda”, mas elogia-lá somente assim pode desenvolver um senso de querer estar dentro do padrão que a sociedade a ache linda. Deveríamos elogiar nossos filhos como inteligentes, responsáveis, íntegros, incentivando-os a buscarem valores que vão além da aparência exterior. Estar linda para os outros muitas vezes significa estar magra, ser branca, ter os olhos claros, ser alta, ou seja, um padrão deturpado. Todas nós temos a nossa beleza e devemos nos aceitar como somos. Sendo altas ou baixas, gordas ou magras, com os olhos castanhos ou azuis, somos lindas. Foi justamente isso que A Flúvia entendeu.

    30 de março de 2018 @ 9:14

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