Crente é gente

Crente é gente

Quando sua roupa é um ruído na comunicação

Quem acompanha minha coluna no site oficial da Igreja Adventista, deve ter visto um post que deu o que falar: Quando andar mal vestido se torna um ruído na comunicação. Veja AQUI. Devemos nos lembrar que nosso lar não é aqui, mas também não é em Marte. Não devemos achar que nosso objetivo é nos tornar um extraterrestre ou um “objeto de estranheza”, como diz EGW. Não se esqueça que seu Deus é um artista, e de muito bom gosto. Ele vestiu no maior capricho até os lírios do campo, então não espera que o ser humano (filho de Rei) ande por aí igual um ragatanga. Sua roupa fala! Inclusive, ela é um marketing da sua crença, uma recomendação (ou não) do seu estilo de vida.

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Olha, vou ser sincera em dizer que tem umas “modinhas evangélicas” que estão denegrindo nossa imagem ao invés de passar uma mensagem boa e modesta, inclusive. Fiz um post sobre os erros das “roupas de crente”. Veja AQUI. Não é segredo que existe um princípio bem definido quanto à nossa aparência. Lembre disso AQUI. Mas assim como a vestimenta diz muito no mercado de trabalho, ocasiões políticas e até na hora de escolher um namorado, ela vale (e muito) no nosso testemunho religioso. E não precisa nem ser publicitário pra saber disso. Olhem esses textos bacanas de EGW sobre ser relaxado e cafona. Eita, que mulher mais antenada ela era!

Andar cafona e desleixado ofende
as pessoas e denigre a vida cristã

crente desleixado

O (..) que é negligente em seu traje frequentemente ofende quem tem bom gosto e sensibilidades aprimoradas. Os que são deficientes neste sentido devem corrigir seus erros e ser mais cautelosos. A perda de algumas almas será finalmente atribuída ao desleixo. O desleixo influenciou negativamente, porque as pessoas não podiam de modo algum ligar a sua aparência com as verdades que o crente apresentava. Seu vestuário depunha contra ele, e a impressão dada era que o povo ao qual ele representava constituía um grupo descuidado que não se importava com o seu vestuário, e os seus ouvintes não queriam ter nada a ver com essa espécie de pessoas.

(Mensagens Escolhidas, pág. 251)

Alguns que ministram nas coisas sagradas se vestem de maneira que destrói a influência do seu trabalho. Há evidente falta de bom gosto na cor e no esmero do corte. Que impressão é passada com esse modo de se vestir?  Que a obra na qual estão empenhados não é considerada mais sagrada ou elevada do que o trabalho comum, como arar no campo.

(Mensagens Escolhidas, pág. 251)

Devemos vestir-nos com asseio e elegância, mesmo que sem luxo e sem adornos. Os filhos de Deus devem ser puros interior e exteriormente.

(Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 22)

Como um povo, não cremos que nosso dever seja estar fora da moda ao sair ao mundo. Não, não devemos ser excêntricos ou esquisitos em nosso vestuário para diferir do mundo, temendo que nos desprezem por assim fazermos.

(Conselho sobre Saúde, pág 604)

É isso aí, pessoal. Cuidado ao se vestir de um jeito fora da realidade porque isto pode diminuir a credibilidade das pessoas em você. É muito mais fácil acreditar no que alguém bem arrumado tem a dizer do que em alguém com aparência relaxada, não é?

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O que você pensa a respeito?

por Emanuelle Sales

13 Comentários

  1. Camila Bussolan

    Tem tooooooooda razão!
    Não entendo como algumas pessoas querem representar o Rei do universo de forma descuidada ou cafona. Devemos sempre buscar aprimorar o bom gosto, dentro dos princípios bíblicos de modéstia e decência.

    31 de agosto de 2015 @ 18:19
  2. Noemi Almeida

    Muito bom! bem como está no seu livro!

    31 de agosto de 2015 @ 23:16
  3. Sabe o que é pior? Que quem se veste desleixado quer passar uma imagem de desapego, como se Cristo pedisse isso. A diferença é que o desapego é uma questão de princípio e não de estranhamento. Estar na contramão do mundo é o dever do cristão, mas ser um extraterrestre não.

    1 de setembro de 2015 @ 9:57
    • Amei tudo q vc disse, amiga: é princípio, não estranhamento. As pessoas devem nos admirar, não ter repulsa.

      1 de setembro de 2015 @ 14:08
  4. Nossa, eu sempre soube que não era legal se vestir totalmente desleixado, mas não sabia que era tão importante assim cuidar da vestimenta, nem nunca tinha lido essas passagens de Ellen White. Achei super interessante o post!! Parabéns :*

    1 de setembro de 2015 @ 16:21
  5. Alline Barroncas

    Achei excelente seu texto Flor!
    Somos realeza mesmo, e sempre fui ensinada que para Deus nós sempre damos o melhor, seja em pregar a palavra, seja na bondade, no apoio, e porque não nas vestimentas? Sempre escolho o que de melhor tenho para ir a casa de Deus, sempre me programo pra no 13º sábado termos uma roupa melhor que as dos demais sábados, pois o 13º é especial, e até mesmo na hora das ofertas pactos e dízimos, sempre procuro dar notas novas, não amassadas, enfim…
    …Só precisa-se tirar a associação de que pra fazer o melhor para Deus precisa chamar atenção para algo, seja pra roupa colada, seja pro detalhe na roupa, seja pelo excesso de adereços (pq cai entre nós, não precisamos de “pinduricalhos” para sermos lindas, e em excesso vira adereço, isso mesmo tipo escola de samba) rsrs. Deus quer o melhor que você possa ser em tudo oq for fazer, você é perfeito pra Deus mesmo na sua imperfeição, apenas precisa dar sempre o melhor de si!
    Manu amo seu blog, e tbm não conhecia essas passagens da EGW, já havia lido sobre vestimenta, apenas no no livro “só para jovens” dela tbm.
    Show sua matéria.

    3 de setembro de 2015 @ 10:00
    • Amei tudo que vc disse, flor! Nossa, achei demais seu cuidado pra dar o melhor em tudo, até nas notinhas. Vou ficar mais atenta nisso também. Beijos

      3 de setembro de 2015 @ 15:13
  6. marlene

    achei excelente, pois alguns adventistas acham que andar maltrapilho é ser humilde, devemos adorar a Deus com a nossa melhor roupa .

    22 de setembro de 2015 @ 10:28
  7. Jéssica

    A frase ” O vestuário será uma recomendação da verdade para os descrentes. Será um sermão em si mesmo.” Isso é baseado no entendimento do contexto ou está escrito assim mesmo em um dos livros de Ellen? Se sim gostaria de saber em qual livro e página. Obrigada!

    3 de novembro de 2015 @ 21:18

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